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A Unidade de Pronto Atendimento atende as necessidades da Cidade de Deus?

Por Dayse Vieira (Raiz da Liberdade), João Carlos (CoopForte) e Cilene Vieira (Raiz da Liberdade) - Membros do Portal da CDD (Matéria escrita para o jornal "A notícia por quem vive")

upa1No dia 31 de maio de 2010 a Cidade de Deus recebeu um posto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para atender a própria comunidade e o entorno. Foi uma obra muito rápida, com duração de aproximadamente 120 dias. Para surpresa da população, esta unidade está instalada no terreno do CIEP João Batista dos Santos. Isso significa que, provavelmente, os governantes das instâncias responsáveis, bem como a Secretaria de Saúde, não pensaram no risco das crianças e jovens que estudam neste CIEP serem infectados. O contato direto entre os doentes e os alunos aumenta em muito o risco de proliferação de doenças.

upa3Além disso, há constantes reclamações dos usuários devido à falta de profissionais especializados (Pediatra, Ortopedista, Cardiologista), pois raramente se encontra quando procura atendimento. A comunidade se pergunta: será que essa unidade foi montada às pressas devido ao fato de que 2010 é um ano eleitoral? 

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Prestem atenção na história de descaso sofrido por uma moradora da Cidade de Deus. Ela relatou que, no dia 21 de julho deste ano, estando com muita febre e tosse, procurou o atendimento na UPA Cidade de Deus pela manhã. Como estava tossindo muito, a enfermeira lhe deu uma máscara, para aguardar o atendimento. Chegando a sua vez, ela caminhou em direção ao consultório, quando o médico de repente gritou: “tirem essa mulher daqui, porque ela está com tuberculose e precisa ir para o Hospital Santa Maria”. A paciente diz ter ficado muito constrangida e deslocada com o acontecido, e saído então da unidade sem receber o atendimento.

Este descaso deve ser investigado pelos órgãos competentes, por ser uma situação onde imperou a falta de ética deste médico. Esse profissional precisa entender que o atendimento público de saúde não é gratuito, e sim pago pelos impostos da população. Logo, exigimos que o direito à saúde seja respeitado, independente de classe social que esta população faça parte.

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