Como posso conhecer a Felicidade?
Texto do morador Carlos Ferreira sobre a campanha eleitoral na Cidade de Deus.
Por Carlos Ferreira - morador da Cidade de Deus há 43 anos
É verdade que eu gostaria de conhecer a Felicidade, senti-la, sorrir para ela, abraçá-la.
Certamente um dia vou conhecê-la e contactá-la.
Nos idos de 1996 escrevi sobre este tema. Naquela ocasião também rolava uma campanha política, apesar de ser divulgada atraves de uma rádio comunitária, não me parece ter surtido o efeito desejado, por isto edito-a novamente.
Recordo-me do que aprendi na escola, e tive contato com a estória do Espanhol Hernan Cortez, que conseguiu dominar os nativos do Peru, no mais cruel e hediondo crime da época dos descobrimentos.
Apesar do anedotario sobre os Portugueses, estes habilmente conseguiram atraves de uma espécie de diplomacia, conquistar o Índios, fazendo amizade e obtendo sua confiança utilizando o ardil de espelhos, panos vermelhos e outras bugigangas, conseguiram tomar posse da terra sem maiores incidentes.
Hoje também temos nossos descobridores, pois usando truques mais modernos substituindo os espelhos pelos tijolos, os panos vermelhos pelos portões e as bugigangas pelos ônibus para levarem crianças para passeios de no máximo duas horas, enganando os incautos com o dinheiro público e ainda colocam em suas camisetas a inscrição “Voluntários do Bem” e outros do tipo “Unidos em defesa do Rio”.
Estes pseudos descobridores usam a propaganda enganosa, as promessas que não cunprirão, pois depois das eleições somem e só voltarão na próxima eleição repetindo as mesmas promessas, recomeçando a mesma cantilena e outros, senão os mesmos voltam a acreditar neles votando novamente como se nada tivesse acontecido.
Por favor, antes de votar, verifiquem o currículo do candidato, se ele já foi eleito alguma vez, veja as leis que já votou, se beneficiou nossos ou um dos patrocinadores dele, os empresários espertalhões, já que quando isto acontece nós pagamos com lágrimas de sangue.
Por favor, não digam que não falei de Felicidade.
Esta é minha opinião, embora só tenha falado para sua reflexão.

